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“Por que todo mundo é mais feliz do que eu?”
“Que diferença faz se eu sair da cama?”
“Eu não vou fazer diferença mesmo, para que tentar?”

Essas frases são recorrentes para você ou para alguém que você conhece?

Se sim, vamos falar um pouco sobre depressão, em especial, a depressão durante o final de ano. Se você é familiar ou é próximo a alguém com depressão, falarei um pouco também sobre o que é possível fazer para ajudar.

Depressão é diferente de tristeza!

Todos nós sentimos tristeza. Isto é fato. Pense sobre a sua semana: teve momentos em que você se sentiu triste? E na semana anterior? Em quais situações? Como você lidou com isso? Podemos ficar tristes vendo um filme, após terminar um relacionamento ou após ser demitido de um trabalho, podemos ficar tristes ao receber uma nota baixa em uma prova ou quando alguém nos diz algo que nos machuca…

Essa tristeza é como uma onda na praia: ela vem e nos molha, mas depois de um período breve de tempo ela vai embora; e sempre volta, afinal, assim como o mar não é estático, nossa vida também não é. Vamos sentindo as coisas de acordo com as nossas experiências no mundo.

Nessa praia, estamos com outras pessoas e quando a onda vem, conseguimos segurar na mão de alguém para não cair enquanto estamos andando.

O que acontece é que, em alguns casos como na depressão, a praia não tem mais ondas, não há vento e condições para que a água se movimente. Nessa praia as outras pessoas parecem tão distantes que a impressão é de que só tem você e a única coisa que consegue fazer é observar o mar estático. Não há mais nada a esperar, nada vai mudar e não tem nada que você possa fazer.

É muito comum as pessoas dizerem que estão deprimidas, quando na verdade, estão sentindo tristeza. Tristeza é uma emoção, depressão é um transtorno, uma doença que vem se tornando frequente, mas que tem tratamento.

A depressão é caracterizada por uma série de eventos, tais como rebaixamento do humor, perda de interesse e prazer nas atividades cotidianas, apatia ou agitação psicomotora, sensação de inutilidade, redução ou aumento do apetite, alteração do sono, desesperança, sentimento de culpa excessiva ou inadequada, perda ou diminuição de energia, pensamentos sobre morte e ideação suicida.

E a depressão é um fenômeno multideterminado. Isso quer dizer que não é um único acontecimento ou evento que vai fazer com que alguém desenvolva este quadro clínico, mas sim uma variedade de condições.

E o final de ano?!

Enfim, não vou me alongar muito sobre essa caracterização, o que eu quero destacar é que, a chegada do fim de ano pode funcionar como gatilho para depressivos e ansiosos, tanto em evidenciar a doença para quem tem predisposição como ampliar quadros já identificados.

Algumas pessoas que estão com depressão podem acabar se isolando socialmente, evitando interagir, especialmente durante as festas de final de ano. Infelizmente, tal afastamento muitas vezes agrava os sentimentos de solidão e os sintomas de depressão.

Retomando aquela ideia de vitrine das redes sociais, essas pessoas podem ver outras passando o tempo com a família ou divertindo-se com amigos e se perguntar: “Por que não pode ser eu?”.

Como cada caso é um caso, se você já tem diagnóstico de depressão, converse com os profissionais (psiquiatra ou psicólogo) com quem esteja passando por tratamento. Busque expor como se sente nesta época do ano, para encontrarem uma alternativa juntos.

Para familiares…

Agora, se você tem algum familiar próximo ou amigo que esteja com depressão, ao invés de desqualificar o que a pessoa sente (dizendo frases como “isso é frescura”, “é falta de Deus”, “você tem que ser forte”, etc.), pergunte como pode ajudar, como “O que posso fazer para ajudá-lo?” ou “Se necessitar de algo que eu possa ajudar, estarei disponível para colaborar”.

Esta é uma dica que parece simples, mas não é; principalmente para quem convive diariamente com alguém com o diagnóstico.

E é claro, apenas isso não vai resolver todos os problemas, é preciso em conjunto saber o que é depressão, saber o que é possível fazer naquele caso em específico, traçar um plano de ação, etc. Por isso, se você convive com alguém que esteja com depressão é importante buscar ajuda com o profissional que atende o familiar para orientações mais específicas.

De maneira geral, compreender e demonstrar apoio são habilidades importantes neste caso, mas quem cuida de uma pessoa que está doente, também precisa se cuidar, caso contrário pode facilmente ficar fisicamente exausto, emocionalmente desgastado e com elevados índices de ansiedade e estresse.  Caso você esteja passando por uma situação parecida, procure ajuda profissional. Você não precisa estar sozinho ou sozinha nessa caminhada.

>> Caso queria saber mais sobre como ajudar alguém com depressão, entre em contato comigo <<

ATENÇÃO: Em casos de depressão, é fundamental passar por tratamento (psiquiatra e psicólogo), não passe por isso sozinha ou sozinho. Procure ajuda profissional ou ajude quem está passando por isso a procurar ajuda.

Qualquer coisa, entre em contato comigo.

Thaís S. Mascotti

Psicóloga clínica (CRP 06/137999), graduada em psicologia e mestre em Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem pela UNESP/Bauru. Capacitada em Terapia Online. Possui Formação em Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT) e em Terapia Comportamental Dialética (DBT). Visa proporcionar um espaço seguro de diálogo e condições para o desenvolvimento pessoal e profissional de jovens e adultos.

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